Dicas Nutricionais

Adoçantes

Os edulcorantes, como são tecnicamente chamados, têm poder adoçante até centenas de vezes maior do que a sacarose, substância presente no açúcar comum. Os produtos comercializados nas prateleiras dos supermercados e farmácias, embora tenham o mesmo princípio, têm diferentes origens e não podem ser consumidos por todo mundo.

Sucralose
; Edulcorante natural proveniente da sacarose e cerca de 600 vezes mais doce do que ela. O cloro presente em sua composição impede a captação do iodo pela tireoide, por isso pessoas com disfunções na glândula devem consultar um médico antes de consumir o produto. Comumente usado como adoçante de mesa e em preparações quentes. IDA: 15 mg/kg de peso corporal.

Steviosídeo
 Adoçante natural extraído de folhas de estevia cujo poder adoçante é cerca de 300 vezes maior do que a sacarose. Não tem gosto residual desagradável e não é metabolizado pelo organismo, sendo isento de calorias. Pode ser consumido sem contraindicação. IDA (Ingestão diária aceitável): 5,5 mg/kg de peso corporal.  Ideal

Sacarina:
Foi a primeira substância sintética, com sabor doce intenso, a ser descoberta. É derivada do petróleo e seu poder adoçante supera entre 200 a 700 vezes o da sacarose. Não é metabolizada pelo corpo. Para amenizar seu sabor residual amargo, é geralmente misturada a outro adoçante, o ciclamato.

A sacarina é contraindicada para gestantes, pois tem capacidade de atravessar a membrana transplacentária, podendo permanecer nos tecidos fetais, devido ao seu lento processo de excreção (80% dela é absorvida e excretada de forma inalterada, em aproximadamente 24 horas).  IDA: 5 mg/kg de peso corporal.

Ciclamato:
Popularizado entre as décadas de 50 e 60, este edulcorante artificial se tornou dominante no mercado. É cerca de 30 vezes mais doce que a sacarose. Não é metabolizado pelo organismo e é contraindicado para pacientes hipertensos. IDA: 7 mg/kg de peso corporal (até 2005 era de 11 mg/kg)

** Tanto a sacarina quanto o ciclamato tiveram suas vendas suspensas por um período devido a suspeita de serem cancerígenos. Contudo, estudos posteriores não confirmaram tais alegações e a comercialização voltou a ser permitida.

Aspartame:
Cada grama deste edulcorante fornece 4 kcal e seu poder adoçante ainda é muito discutido: alguns estudos apontam ser 59 vezes mais doce, enquanto outros afirmam chegar a 200 vezes. Não apresenta sabor amargo, mas também não pode ser aquecido. Não deve ser consumido por gestantes e por portadores de fenilcetonuria, uma doença genética rara em que o portador não consegue processar o aminoácido fenilalanina.  Amplamente utilizado pela indústria alimentícia no Brasil. 40 mg/kg de peso corporal.

Acessulfame-K:
Edulcorante artificial derivado do potássio, apresenta sabor amargo e é geralmente utilizado em associação à sacarina ou ao ciclamato. É utilizado em produtos lácteos, enlatados e na panificação. 15 mg/kg de peso corporal.

Novos adoçantes aprovados pela Anvisa

Taumatina: Edulcorante natural, extraído de uma fruta africana (Thaumatococcus daniellii). Considerou-se seu poder adoçante 1600 vezes mais doce que a sacarose. Apresenta custo elevado por ter sido patenteado por uma empresa inglesa.

Eritritol: Edulcorante natural presente em frutas como uva e melão. Industrialmente é obtido a partir da fermentação da glicose.

Neotame: Edulcorante artificial encontrado em bebidas e alimentos sólidos.