Dicas de Tratamentos

Os estágios de desenvolvimento em aquisição da linguagem



A trajetória do desenvolvimento da linguagem se dá passando pelos seguintes estágios (de uma forma aproximada, tendo em vista a singularidade de cada criança):

• balbucio - produção de sons: vogais (3-4 meses); consoantes e vogais (em torno dos 6 meses);
• primeiras palavras - entre os 10 e 12 meses;
• enunciados de uma palavra - em torno dos 12 meses;
• crescimento vocabular grande - entre os 16 e 20 meses;
• fase telegráfica - primeiras combinações de palavras, entre os 18 e 20 meses;
• explosão vocabular - entre os 24 e 30 meses;
• domínio das estruturas sintáticas e morfológicas - entre os 3 anos e 3 anos e meio;

É importante ressaltar que devemos estar atentos à intenção comunicativa das crianças, isto é, à intenção de comunicar-se e expressar-se. Esta intenção pode ser demonstrada através da linguagem não oral por mudanças na mímica facial, utilização de gestos, produção de sons de forma contextualizada, etc.

Atraso de linguagem
O atraso de linguagem caracteriza-se pela ausência ou retardo no surgimento da linguagem oral, na idade em que isso normalmente ocorre. As causas mais frequentes do atraso de linguagem são:

• estimulação ambiental deficiente
• bilingüismo
• fatores hereditários
• problemas orgânicos
• distúrbios emocionais

O atraso de linguagem se manifesta de forma evolutiva não satisfatória ou com dificuldades através de: vocabulário deficiente para a idade; dificuldade para estruturar sentenças; dificuldade para organizar o pensamento; dificuldade de compreensão; dificuldade para relatar fatos acontecimentos ou vivenciados; narrativa truncada apoiada em gestos e fala ininteligível geralmente acompanhada de alteração na articulação.

É importante não deixar de considerar o fato de que há uma considerável variação individual nos padrões do crescimento do vocabulário inicial de cada criança, nem todas as crianças apresentam as mesmas respostas, em termos de aquisição de linguagem. 
O tempo de tratamento varia de um indivíduo para outro e também de outros fatores como: aceitação e motivação do paciente, ambiente familiar, causa do problema, etc.